Uma abordagem etnomatemática no ensino de matemática na comunidade indígena Fulni-ô
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20563747Palavras-chave:
Contextualização, etnomatemática, fulni-ôResumo
O presente artigo busca refletir como a matemática é contextualizada dentro da perspectiva sociocultural indígena, bem como evidenciar aspectos culturais que viabilizam a aplicabilidade de conceitos matemáticos tomando como base os conhecimentos que são desenvolvidos por um grupo específico. A contextualização do ensino partindo de dentro de determinada comunidade é um princípio da etnomatemática que permite usar os conhecimentos prévios, adquiridos historicamente em uma determinada comunidade para melhor significação ou conceituação de situações-problema. Esse estudo busca caracterizar o ensino-aprendizagem de matemática, na Comunidade indígena Fulni-ô no intuito de corroborar para práticas de ensino futuras que privilegiem a contextualização e a diversificação nos recursos didáticos que reportem a valorização e reafirmação da identidade cultural. Para tanto, foi feito um breve estudo bibliográfico em que usou-se as ideias de D’Ambrósio como um dos principais teóricos no embasamento. Neste estudo os professores afirmam a importância da cultura, mas a maioria não usa ferramentas que a valorizem. Os estudantes percebem que a dificuldade na aprendizagem se dá pela metodologia empregada pelo professor que muitas vezes não passa da tríade: quadro, lápis e livro didático. Por sua vez os professores não desmentem esta afirmação: a maioria dos docentes entrevistados usam exclusivamente estes recursos básicos.
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