Índice de Integridade Socioecológica Costeira: análise do litoral de Tamandaré (PE)
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21249678Palabras clave:
Gestão AmbientalResumen
O estudo analisa a integridade socioecológica do litoral de Tamandaré (PE), área inserida na APA Costa dos Corais, marcada por elevada relevância ecológica e crescente pressão antrópica. O objetivo foi desenvolver e aplicar o Índice de Integridade Socioecológica Costeira (IISC), integrando aspectos ambientais e sociais. A metodologia baseou-se na seleção de indicadores distribuídos em quatro eixos: biodiversidade, resíduos sólidos, uso do solo e modificação costeira, com dados obtidos por observações de campo, classificação de impactos e atribuição de pesos e efeitos. Os resultados indicaram contrastes entre áreas relativamente conservadas e trechos fortemente impactados, especialmente pelo turismo, pela ocupação irregular da orla e pelo acúmulo de resíduos sólidos. A presença de espécies exóticas, obras de contenção costeira e descarte inadequado de resíduos compromete a funcionalidade dos ecossistemas. Conclui-se que o IISC é uma ferramenta eficaz para avaliação integrada, reforçando a necessidade de gestão costeira sustentável alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Citas
BUSH, D. M.; et al. Utilization of geoindicators for rapid assessment of coastal-hazard risk and mitigation. Ocean & Coastal Management, v. 42, n. 8, p. 647–670, ago. 1999.
CAIRNS J.R. Quantification of biological integrity. In: BALLENTINE, P. K.; GUARRAIA, L. J. (ed.). The integrity of the water. Washington, DC: U.S. Government Printing Office, 1977.
CELERI, M. J.; et al. A cidade, o mangue e os resíduos sólidos: estudo de caso do Manguezal Vinhais, São Luís–MA. Geografia em Atos, v. 3, n. 10, p. 163–186, 2019. Disponível em: https://share.google/AI5riUUqxBBUXOBCq. Acesso em: 11 Jan 2026.
CUNHA-LIGNON, M.; MAHIQUES, M. M.; SCHAEFFER-NOVELLI, Y.; RODRIGUES, M.; KLEIN, D. A.; GOYA, S. C.; MENGHINI, R. P.; TOLENTINO, C. C.; CINTRÓN-MOLERO, G.; DAHDOUH-GUEBAS, F. 2009. Analysis of mangrove forest succession, using sediment cores: a case study in the Cananéia–Iguape coastal system, São Paulo-Brazil. Brazilian Journal of Oceanography 57(3): 161-174.
FABBRO, L.G.D. O impacto de árvores exóticas na conservação da vegetação de restinga remanescente em área urbana. 2025. Dissertação (Mestrado em Recursos Florestais) - Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2025.
FERMINO, F. B.; FERMINO, G. C.; RHODEN, A. C. OS IMPACTOS DAS ATIVIDADES TURÍSTICAS, RECREATIVAS E ESPORTIVAS NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DAS ANTAS, BACIAS CONTÍGUAS E AFLUENTES DO RIO PEPERI-GUAÇU. Revista Gestão & Sustentabilidade Ambiental, v. 6, n. 3, p. 465-485, 2017.
GOUVE, M. G. P. Manguezais do Nordeste: ecologia, conservação e pressões ambientais. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Biológicas) – Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2025.
HOLLING, C. S. Resilience and stability of ecological systems. Vancouver: Institute of Resource Ecology, University of British Columbia, 1973.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Prévia da população calculada com base nos resultados do Censo Demográfico 2022 até 25 de dezembro de 2022: Pernambuco. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2022/Previa_da_Populacao/PE_POP2022.pdf. Acesso em: 08 de Jan de 2026.
INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE – ICMBio. Atlas dos manguezais do Brasil. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, 2018. 176 p.: il. ISBN 978-85-61842-75-8.
KILCA, R. V.; COSTA, M. DO P.; ZANINI, R. R.; CARVALHO, F. A.; COSTA, A. F. DA. 2010. Estrutura de manguezais em diferentes estágios sucessionais no estuário do rio Piauí, Sergipe-Brasil. Pesquisas Botânica nº 61: 171-189.
MORALES, C. G.; et al. Análise teórica dos impactos dos microplásticos na biodiversidade marinha. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso Técnico em Química integrado ao Ensino Médio) – ETEC de Praia Grande, Praia Grande, 2024.
MUEHE, D. Erosão e progradação do litoral brasileiro. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente : PGGM-Programa de Geologia e Geofísica Marinha, 2006.
NGUYEN, T. T. X.; et al. Plugin de classificação semiautomática. In: IPCC. Mudanças climáticas 2013: a base científica física. Contribuição do Grupo de Trabalho I para o Quinto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Cambridge: Cambridge University Press, 2013. p. 39–69.
OZÓRIO, T. C. Importância da restinga na perspectiva dos moradores do município de Itapemirim/ES. 2022. Dissertação (Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Educação) – Centro Universitário Vale do Cricaré, São Mateus, 2022.
PEREIRA, P. de S.; et al. Atlas de vulnerabilidade à erosão costeira e mudanças climáticas em Pernambuco. Recife: Editora Universitária UFPE, 2015. 98 p. ISBN 978-85-415-0788-2.
PINHO, Thays Regina Rodrigues; SANTOS, Ana Jéssica Corrêa. Passivos socioambientais oriundos de empreendimentos turísticos-hoteleiros e seus impactos diretos na base comunitária. Revista Brasileira de Ecoturismo (RBEcotur), v. 6, n. 1, 2013.
SILVA JÚNIOR, José Martins da. Turismo de observação de mamíferos aquáticos: benefícios, impactos e estratégias. Revista Brasileira de Ecoturismo (RBEcotur), v. 10, n. 2, 2017.
SILVA, T. S. da; COSTA, M. F. da. Padrões de deposição e relação entre lixo marinho e arribadas em praias arenosas na Ilha de Itamaracá (PE). Journal of Integrated Coastal Zone Management, v. 24, n. 2, p. 133–161, 2024. DOI: 10.5894/rgci-n617. Disponível em: https://www.aprh.pt/rgci/rgci-n617.html. Acesso em: 3 Jan 2026.
SOUZA, E. M. S.; ANDRADE, M. M. N. Dinâmica da linha de costa na Zona Costeira Amazônica: estudo de caso na ilha de Atalaia (Salinópolis, PA). Revista Brasileira de Geografia Física, v. 4, p. 2911–2929, 2024.
VASCONCELOS DA SILVA, G. A. Manual de avaliação e monitoramento de atividade ecológica, com o uso de bioindicadores e ecologia de paisagens. TESE. Nazaré Paulista (SP). Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. Disponível em: <https://www.escas.org.br/wp-content/uploads/2023/09/MANUAL-DE-AVALIACAO-E-MONITORAMENTO-DE-INTEGRIDADE-ECOLOGICA-COM-USO-DE-BIOINDICADORES-E-ECOLOGIA-DE-PAISAGENS.pdf>. Acesso em: 3 jan. 2026.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista BIOMAS - Biodiversidade, Meio Ambiente e Sustentabilidade ISSN 2965-5730

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Os artigos publicados pela revista são de uso gratuito, destinados a aplicações educacionais e não comerciais. Os direitos autorais são todos cedidos à revista. Os artigos cujos autores são identificados representam a expressão do ponto de vista de seus autores e não a posição oficial da Revista BIOMAS - Biodiversidade, Meio Ambiente e Sustentabilidade.
CC Attribution 4.0 International