Indicadores de sustentabilidade: Avaliação do Índice de Pressão Ambiental Costeira (IPAC) no ecossistema Manguezal da APA de Guadalupe – Sirinhaém (PE) e restinga das praias dos Carneiros e Tamandaré (PE)
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21250406Palabras clave:
Zona costeira. Manguezais. Indicadores ambientais. Pressão antrópica.Resumen
A Área de Proteção Ambiental (APA) de Guadalupe, no litoral sul de Pernambuco, entre os municípios de Sirinhaém e Tamandaré, abriga ecossistemas costeiros estratégicos, como manguezais, restingas e praias, submetidos a crescentes pressões antrópicas. Este estudo teve como objetivo aplicar o Índice de Pressão Ambiental Costeira (IPAC) como instrumento analítico para a avaliação integrada dos impactos ambientais, fundamentado na abordagem teórica Pressão–Estado–Impacto–Resposta (PEIR). O índice foi estruturado em quatro eixos: biodiversidade, resíduos sólidos, modificação costeira e uso e ocupação do solo, com pontuação variando de 0 a 12. A metodologia envolveu observação direta, registros fotográficos georreferenciados e aplicação de checklists ambientais em diferentes trechos da APA de Guadalupe, Praia dos Carneiros e Praia de Tamandaré. Os resultados indicaram baixa a moderada pressão ambiental nos manguezais e elevada pressão nas áreas praiais, sobretudo em Tamandaré, associada à intensificação do turismo, ao acúmulo de resíduos sólidos e à ocupação desordenada. O IPAC demonstrou robustez teórica e aplicabilidade prática, contribuindo para diagnósticos ambientais e para o suporte à gestão costeira integrada.
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