Cartografia Biocultural de Gonçalves Ferreira - o direito à uma Educação Ancestral

Autores

  • Beatriz Cristina dos Santos Silva Escola Municipal Típica Rural
  • Gabriel Bezerra Silva Escola Municipal Típica Rural

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.17956635

Palavras-chave:

Mazuca, Brinquedo de roda, Ancestralidade, Biocultura, Gonçalves Ferreira

Resumo

O presente trabalho de pesquisa consiste em uma iniciativa do arte-educador e professor Gabriel Bezerra Silva - da rede municipal pública do município de Caruaru - juntamente com Beatriz Cristina dos Santos Silva - estudante do Ensino fundamental, matriculada na Escola Típica Rural de Gonçalves Ferreira¹- em fazer um trabalho de imersão, levantamento e investigação das memórias bio-culturais e narrativas orais da comunidade de Gonçalves Ferreira, onde Beatriz reside. Tendo como objetivo a busca, manutenção e valorização da tradição cultural da dança de brinquedo de roda e da Mazuca, danças que estão presentes por gerações na família de Beatriz. Desde seus bisavós, avós, mãe, tios e tias, todos têm na dança da Mazuca, uma esfera de elo ancestral e comunitário com suas raízes e ancestralidade. A partir da oralidade e da poética presentes nos versos cantados da Mazuca - guardados e passados por gerações - diversos campos de estudo se intercalam: de estudos linguísticos e geográficos a relatos históricos da ocupação e da biodiversidade dos territórios em que estão inseridos os sujeitos que dançam Mazuca. A pesquisa, catalogação e registro desses saberes, se tornam assim uma potente ferramenta pedagógica de validação da Identidade e ancestralidade da comunidade de Gonçalves Ferreira. Conclui-se a relevância deste trabalho para a salvaguarda das danças de roda e da cultura popular pernambucana, especificamente da cidade de Caruaru. A Mazuca se encontra enfraquecida e /ou até extinta em muitas comunidades rurais. Durante o processo de realização da investigação, a dimensão territorial
da pesquisa se expandiu com a experiência de visita às comunidades quilombolas do Castainho e de Riachão do Sambaquim. Uma profunda conexão se deu entre esses corpos-territórios, a partir da
prática cultural em comum de tirar versos cantados.

Referências

Referências

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Publicado

2025-12-16

Como Citar

Silva, B. C. dos S., & Silva, G. B. (2025). Cartografia Biocultural de Gonçalves Ferreira - o direito à uma Educação Ancestral. Revista BIOMAS - Biodiversidade, Meio Ambiente E Sustentabilidade ISSN 2965-5730, 3(Edição Especial), 34–46. https://doi.org/10.5281/zenodo.17956635